heart call
i can tell just
(Para navegares no blog basta clicares nos raios à direita, ok?)
Este blog foi criado com o intuito de... Que se lixe, criei o blog porque gosto de escrever, postar, gritar, fotografar. E partilhar. Sim, é a minha idiotice a falar alto.
9 de julho de 2011
XIII
Tumblr_ll7s1am0xt1qf8rgoo1_400_largeposso sentir o meu coração a ser apagado aos poucos e poucos. não é apenas o seu conteúdo, é um todo de sentimentos, reacções, forças e esperanças a serem derrubados e apagados, como se de uma palavra a mais se tratasse. e apenas ficam as memórias, recordações, aromas e toques que um dia me invadiram, deixando o seu melhor e mais intenso comigo. porque é que essas ficam sempre? ficam, e mais tarde ou mais cedo voltam para nos assombrar como se de um memorando se tratasse, um relógio-alarme, algo que, quando estás quase a dizer "CONSEGUI", volta, volta com toda a sua força, com toda a sua intensidade, para te voltar a derrubar. sim, porque nunca volta para levantar. tu, ser mágico e puro, ser intenso e inesquecível, nunca me abandonaste por completo. e isso torna-se constrangedor. um ser distante, um ser inimaginável, pela qual fui atingida por um choque acidental de uma forma tão invulgar num setembro já distante, já de anos, alojou-se em todos os meus recantos de uma forma como apenas acontece uma vez na vida. porque proporcionaste-me e ensinaste-me não só um sentimento, mas muitos. em toda a nossa vida passamos por várias escolas, e a melhor, essa, foste tu. a mais impecável. uma forma de ensinar tão característica, tão especial. rígida, intensa, invulgar, impetuosa, incerta, indestrutível, incandescente, inatingível... tantas palavras começadas por 'in'. nessa escola tão tua, aprendi tudo e acabei por não aprender nada. mas devo-te muito, porque ensinaste-me da melhor e também da pior forma o que era a vida, o que eram os vários sentimentos que conseguimos sentir por apenas uma única pessoa. ensinaste-me a arte de amar e ser amado, a arte de renascer numa nova perspectiva, a arte de te ter. e não havia, ou melhor, não há melhor arte do que essa. só que eu não te tenho, eu possuo-te. sabias que ter é diferente de possuir? pelo menos para mim. para mim, ter, é na hora, no presente. possuir, é mais complexo. para ter, tenho de te possuir, mas para possuir, posso não te ter. eu possuo-te por tudo o que já representas-te nestes longos anos que souberam a tão pouco. possuo-te por tudo o que ainda és e por tudo o que ainda causas em mim. e porquê? porque ainda és muito em mim, e porque esse muito é incalculável. e sabes outra razão pela qual te possuo? porque tu também me continuas a possuir e sabes disso melhor do que ninguém.
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