10 de julho de 2011
XV

adoro os teus defeitos e amo as tuas qualidade. amo a pessoa pura em que te tornaste. a pessoa sensata e realmente humana. hoje o meu coração chamou por mim e contou coisas de ti que não queria acreditar, mas as quais já eram do meu conhecimento.e sinceramente, apetece-me meter num autocarro e correr para os teus braços. estou farta de desabafar para as paredes e declarar-me para o espelho, afirmando ainda te amar com todas as minhas forças, todos os meus batimentos cardíacos e todas as minhas inspirações e expirações. estou farta de fazer noitadas a olhar para um nós longíquo e já nem sequer existente, talvez falecido ou apenas adormecido, ou até mesmo só escondido na sombra de um passado tão risonho e tão triste, ambos ao mesmo tempo, numa montanha russa de emoções e sacrifícios que apenas eu e tu conhecemos e desvendámos. onde te meteste? também te encontras na sombra, ou vives os dias sentado no passeio, a queimar com o sol e com a dor, como eu? não, não me respondas. hoje acho que encontrei o porquê de te despedires e não aceitares um abraço. o nosso amor é como a droga, tudo se trata de cautela acerca da aproximação. se me abraçasses, irias estar de novo a embrenhar numa explosão de sentimentos que negaste com toda a tua força estas semanas e eu também, cegos por uma liberdade condicionada por um coração que não é forte para toda a vida. gostei de ler as tuas (poucas) palavras naquele comentário que descompassou o meu coração quando ele entrou num estado de aceleração que só visto. desculpa se lês isto e eu te invado as noites, mas tu, invades-me as lágrimas. amo-te com todo o meu ser, mesmo ao fim de tanto tempo. dá-me só mais uma palavra. «
Se for preciso, por mais que te custe, pede-lhe para te escrever a palavra NÃO. »