11 de julho de 2011
XVIII

estou tão confusa, não sei o rumo que seguir. tenho norte e sul a puxar-me, polos opostos que não se atraem. não, tenho medo, medo de errar. desde sempre fui perfeccionista, então contigo, agora, é incalculável o meu medo. só quero o melhor para ti, assim como também quero algo de bom para mim. é estranho já ter planeado uma vida sem ti, uma vida vazia, uma vida sem sentido, uma vida com tudo aquilo que odeias, uma vida de adolescente despreocupada e que não quer saber da vida, mas chegar à noite e apenas querer ser uma "crescida", a miúda crescida que me ensinaste a ser. mas sabes, só faz sentido sê-lo se estiver contigo. és o meu yin e eu sou o yang, atraímo-nos mutuamente e isso é impossível ser negado. sempre que falo contigo, acendes no meu coração uma chama enorme que é difícil apagar, permaneces em mim durante longas horas e volto a sentir o teu perfume como se de meu se tratasse. e volto a sentir-te aqui, a fazer-me rolos no cabelo, a abraçar-me a fazer-me feliz por momentos que poderiam ser eternos se assim o desejássemos e fizessemos por isso. mas isto não é um conto de fadas, onde basta encontrar o pé ideal e somos "felizes para sempre". a vida real é complexa, a vida real leva-me a ti, a todo o teu ser, e podia até jurar que te respiro, que estás incutido em todos os meus mais pequenos poros. amo-te, mas não sei se deva lutar. quero lutar, mas não sei se vai valer a pena. quero que valha a pena, mas não sei se vais aceitar. quero que aceites, mas não sei se vais aguentar. quero que aguentes, mas que mereças. quero que mereças, mas apenas vindo de mim a teu lado.*