10 de agosto de 2011
XXVII
Tenho de confessar algo que me incomoda profundamente. A forma como ela é estranhamente possível, que até me faz chorar de ciúme. Ela é um anjo caído do céu e que o ama, infelizmente. Gostava de poder escrever-lhe um grande papel branco, com letras grandes, pretas e gordas, a dizer que ele é M-E-U. E eu sei que ele não a quer, mas... O medo consome-me a leva-me a chorar por coisas inúteis e nestas férias tão longe sinto-me insegura. A rapariga é capaz de muito, segundo ele me conta, e tenho medo do que possa vir a acontecer. Dói, dói não poder passar à frente dela e agarrá-lo, beijá-lo e possuí-lo para ela compreender que ele é o Homem da MINHA vida. Mas ela... É tudo o que eu não sou e isso causa e uma revolta e um conflito dentro de mim que causam sensações indescritíveis. E por fora? Choro eu. Ai choro e bem. Lamento não ser perfeita, e ter a minha auto-estima rebaixada ao olhar para raparigas como ela, por dentro, e por fora.