5 de dezembro de 2011

Hoje é o dia. Hoje é o dia que quero tudo e vou dar tudo. A nossa história é tão bizarra, mas tão comum. Tão banal, mas tão especial. É a melhor e mais perfeita história que tenho para contar aos meus familiares, aos meus amigos, aos meus filhos (contigo), aos meus (nossos) netos, aos meus (nossos) bisnetos, ao futuro. Futuro esse, que desejo passar contigo. Já se passaram 3 anos e praticamente 3 meses, mas acredita que ainda está no início. Hoje sou aquela que te massacra a cabeça sobre as companhias, mais tarde serei aquela que te irá fazer a cama de lavado, com lençóis de aroma floral, e mais tarde ainda, serei aquela que te vai lembrar que tens de tomar os medicamentos para certo problema ou que te irei lembrar que estás a ler um livro sem os teus óculos de leitura. Vais ver, vamos passar uma vida juntos. Isto ainda está a começar uma história sem fim. Já dei por mim a perguntar mil e uma vezes ao espaço vazio mas cheio de ar no meu quarto, o que faria eu com uma pessoa a tantos quilómetros de mim, porque razão amava eu um rapaz como tu. Pura e simplesmente ocorre-me a resposta de que o amor não escolhe de onde é a pessoa, como é a pessoa. O meu coração escolheu-te e não tem um porquê para isso. Talvez pela tua forma de ser, tão diferente, sincera, pura. Talvez pela tua simplicidade. Talvez pelo teu cabelo. Talvez pela tua altura estranhamente baixa, e ao mesmo tempo querida. Talvez pelo teu estilo de vestir tão bonito. Não, o coração não escolhe as pessoas pela aparência ou pela sua forma de ser. Talvez te tenha escolhido por tudo aquilo que já me fizeste sentir e passar, por tudo aquilo que já fizeste por mim, por atravessares metade de um país só para estar comigo.
Gostava de ser como tu, ou pelo menos alguém que mereces. Já pensei tantas e tantas vezes como poderias tu andar com alguém tão medíocre como eu, um ser insignificante neste planeta. O que poderia o teu coração ter visto em mim para ser eu a tal (se é que o sou, não sei...). Se eu pudesse, roubava uma estrela e dava-te. Tatuava o infinito na nossa história para ter certeza de que ela jamais iria acabar. Não me interessa se ninguém nos apoia, se ninguém nos gosta de ver juntos, se toda a gente acha que somos burros por darmos mil e uma oportunidades a um nós interminável. Quando há a sensação de que és um para sempre e de que és o homem da minha vida, toda a luta será insignificante para alguém tão grandioso como tu.
Lembraste dos nossos mil e um planos de vida? Não me esqueci da nossa modesta casa em Aveiro, do nosso casamento com um vestido branco pérola e tu de fato, algo difícil de imaginar. Não me esqueci daquele sonho que tive, em que estávamos sentados num banco e tínhamos duas crianças a brincar à nossa frente, os nossos filhos. Não me esqueci de que te queres casar com os teus 22 anos, e eu com os meus 20, no dia 22 de Setembro, para celebrarmos anos de vida conjunta e casamento.
O que eu mais quero é ser a tua mais-que-tudo. Ser o teu pretérito mais-que-perfeito, o teu presente e, acima disso, o teu futuro. Sei que me ensinaram a nunca pensar neste e a viver o agora, mas é impossível. O agora contigo é uma dádiva tão grande que sinto uma necessidade enorme de fazer planos para poder manter-te no futuro. Não me esqueci de que, antes de morrer, quero dormir uma noite contigo. Iria ficar desolada se morresse hoje, pois não iria ter oportunidade de adormecer agarrada a ti, com a cabeça no teu peito e a fazer-te rolinhos nesse teu cabelo.
Tu és uma dádiva de algo muito para além do normal. És algo fruto daquilo que eu sempre desejei e nunca pensei ter. Amar-te é dizer pouco, pois aquilo que eu sinto por ti ainda não tem palavra. É por isso que por vezes me custa dizer-te amo-te, pois sei que é pouco.
És meu, não é obsessão, é amor.