17 de fevereiro de 2012
dramas e teias

Há um lugar algures onde eu gostaria de me refugiar durante dias e pensar... Pensar sozinha. Será que vale a pena? De um lado da balança tenho a minha (pouca) dignidade, que me diz para não dar o braço a torcer e não pedir desculpas, e do outro lado, tenho amor, que diz que mesmo eu não tendo culpa, o deveria fazer, para resolver as coisas... Mas eu não concordo, apesar de não saber qual escolher. Durante 3 aos e meio, tenho sido sempre eu a mártir. Qualquer coisa, sou eu que perco, sou eu a culpada, sou eu que tenho que dar o braço a torcer, sou eu que tenho que fazer isto, sou eu que tenho que dizer aquilo... E dói tanto... Pensava eu que o meu coração já estava recomposto e que haveria ultrapassado tudo e estava mais forte, mas enganei-me... A cada dia que passa, ele parte-se mais e mais, e a culpa não é dele... Ele esforça-se, ele faz quase tudo... E não recebe nada em troca... E vai-se partindo, e esforçando, e tornando-se baço, frio, sem vida. Cortado, como o meu braço está... E começo a ficar sem forças. Sem forças para continuar... E só me apetece morrer. E não seria a primeira tentativa de suicídio... Mas a esperança prende-me. Mas até essa se está a perder aos poucos, no meio de tantos esforços para o céu... E vou vivendo o dia a dia.