20 de abril de 2012
the scars of our love remind me of us
Sempre imaginei que tudo fosse diferente. Que, desta vez, passasses cá o Natal e o Ano Novo. Que festejasses os meus mais que desejados 16 anos. Que crescesses. Que criasses uma vida comigo. Depositei todo o meu fundo de esperança em nós. E o que aconteceu? Eu cortava-me, tu saías. Eu chorava, tu jogavas. Eu deprimia, tu divertias-te. Eu dei-te o mundo, tu humilhaste-me. Eu ofereci-te o que mais ninguém algum dia te irá oferecer, tu desististe e maltrataste-me. Podias (podíamos!) ter tido tudo, sabias? Se não fosse a tua má cabeça e péssima gestão de orgulho e emoções, teríamos aquilo que tanto queríamos. Estávamos tão perto... Mas chegámos a um beco sem saída e sei que dentro de poucos dias estarás como novo, a criar sonhos e esperanças de futuros risonhos com outro alguém que não te irá amar tanto quanto eu. E eu? Eu irei seguir a minha vida, empenhar-me por fazer do meu futuro o melhor. Porque sabes, enquanto tu continuas na idade infantil a brincar com o meus sentimentos, eu já estou na idade adulta a lutar por um bom futuro, que sempre desejei que fosse a teu lado. Tiveste tudo nas tuas mãos. Podias ter tido tudo. Não precisavas de muito, nunca precisaste. Mas para ti tudo não passava de jogos e esquemas para poder passar mais um dia sob esta constante pressão de conciliação de tempos entre escola, amigos e saídas. Sim, porque isso estava acima de mim. Tudo estava acima de mim. Eu seria sempre o fim da lista de prioridades. Não digo objetivos, pois não fazes a mínima noção do que é isso.
« Só porque não podemos ficar juntos,
não significa que eu não te ame. »